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Exibindo somente postagens da categoria "INSS": Ver todos os registros
  • Entenda o cálculo para aposentadoria pelo INSS 0 comentário(s)

     A grande preocupação para quem vai se aposentar por tempo de contribuição é o fator previdenciário.


    O fator previdenciário é utilizado no cálculo da aposentadoria por tempo de contribuição para evitar que as pessoas se aposentem muito cedo. A explicação para isso é simples: quanto mais cedo você se aposentar, mais tempo receberá a aposentadoria. Como os cofres do INSS já não andam muito bem, essa foi uma alternativa criada pelo governo para diminuir os gastos de uma maneira até certo ponto justa, apesar de muitos discordarem.

     

    Fator previdenciário só serve para reduzir meu benefício?

    O que poucos sabem é que o fator previdenciário também pode beneficiá-lo. Isso mesmo! Caso você se aposente, por exemplo, com 65 anos de idade e 35 anos de contribuição, seu benefício será aumentado em 13%, pois o fator previdenciário corresponderá aproximadamente a 1,13. Quanto mais tarde você se aposentar e mais tempo contribuir, maior será o fator previdenciário e, consequentemente, sua aposentadoria.

    Como é feito o cálculo para aposentadoria?

    Para calcular o valor do benefício, primeiro é preciso calcular o salário de benefício, que corresponde à média aritmética simples dos 80% maiores salários de contribuição, corrigidos monetariamente desde julho de 1994. Com uma simples visita aos postos de atendimento da previdência social, é possível saber esse valor.

    Calculado o salário-base para o cálculo do benefício, existem dois fatores para calcular o valor do benefício. No caso da aposentadoria por idade, o cálculo é bem simples. O valor do benefício equivale a um percentual do salário de benefício. Esse percentual é igual à soma de 70% mais 1% para cada ano de contribuição, até o limite de 100%. Parece complicado, mas é simples: quem contribuiu durante 30 anos ou mais receberá 100% do salário de benefício como aposentadoria, pois 70% + 30% = 100%. Mas se a pessoa atingiu a idade para se aposentar antes de completar 30 anos de contribuição, seu salário de benefício será reduzido.

    Já no caso da aposentadoria por tempo de contribuição, entra em ação o polêmico fator previdenciário, que expliquei no começo do texto. Depois de calculado o salário-base, multiplica-se esse valor pelo fator previdenciário e obtem-se o valor da aposentadoria. Para baixar a tabela atualizada do fator previdenciário no site da Previdência Social, clique AQUI e acesse o link “Veja tabela do fator previdenciário”. Também existe a opção de simular o valor do benefício.

    Parece pouco? Infelizmente é mesmo!

    Muitas pessoas sentem muito o valor da aposentadoria justamente por ter se acostumado a receber mais quando estava na ativa. Além disso, essa redução de renda vem acompanhada de um aumento em certas despesas, como plano de saúde e medicamentos.

    Discussões em torno dos motivos para o aparente desequilíbrio nas contas do INSS não faltam:desigualdade entre o número de contribuintes e a quantidade de aposentados e pensionistas,má administração de recursosdiferenças brutais entre as aposentadorias dos setores público e privadoreajustes de salário mínimo e assim por diante. De qualquer maneira, o melhor é não depender exclusivamente da Previdência Social.

    Por esse motivo é importante se preocupar em complementar sua aposentadoria. Isso pode ser feito através de previdência privada, títulos públicos ou outras modalidades de investimentos. O certo é que não dá para contar apenas com o INSS.

    Fonte: Portal EXAME

  • Entenda a proposta de desoneração da folha 0 comentário(s)

    Como nossos empresários são ingênuos. Parece ter sido muito bem recebida a proposta do Ministro Guido Mantega de desonerar a Folha em 20% da contribuição social Patronal para a Previdência Social.

    Ela tem como objetivo aumentar, segundo os relatos favoráveis da imprensa econômica, a baixa competitividade dos produtos industriais brasileiros, especialmente aqueles intensivos de mão de obra.

    (Um breve parênteses aqui. Parte do nosso problema de exportações nada tem a ver com o câmbio baixo, mas com o fato de que concorremos com países que possuem regimes de previdência que são muitos mais racionais e baratos. A China, por exemplo, não taxa seus funcionários em 30% para custear a previdência. Cada um poupa para a usa velhice, por isto os chineses possuem elevada taxa de poupança.)

    O Brasil possui um dos sistemas previdenciários mais caros do mundo, o Sistema de Repartição Social. Caro, porque não aproveita da multiplicação dos juros sobre juros por 30 anos, do Sistema de Acumulação Solidária.

    O sistema de Acumulação Solidária, criado por administradores socialmente responsáveis para seus funcionários, é conhecido como Fundos de Pensão.

    Fundos de Pensão custam somente 8% da folha salarial, a diferença necessária advém dos juros sobre juros acumulados por 30 anos, dos investimentos em empresas e geração de emprego.

    O que não existe no Sistema de Repartição Social, a contribuição não é usada para investimentos a longo prazo, mas para imediatamente pagar os aposentados.

    Ele fica mais caro a cada ano, com o envelhecimento da população, até se tornar insustentável, o que já ocorreu no Brasil, mas a classe dominante habilmente esconde o fato.

    O nosso Sistema de Repartição Social segue o princípio "De cada qual, segundo sua capacidade; a cada qual, segundo suas necessidades."

    Os trabalhadores jovens pagam pelos velhos necessitados, integralmente.

     E lembre-se, aposentados normalmente estão em fim de carreira, ganham quatro vezes mais em média do que ganha alguém no início de carreira.

    Por isto, as contribuições dos jovens chega a 30% e vai subir cada vez mais.

    Com o envelhecimento da população brasileira, o número de aposentados aumenta, o de trabalhadores cai, aumentando o custo do Sistema de Repartição Social progressivamente ao longo dos anos.

    Que no limite chegará a 100%, quando teremos um aposentado para cada trabalhador em 2040.

    Portanto, o Sistema Previdenciário é insustentável, é mais do que deficitário do ponto de vista Atuarial e Econômico, mas muitos vêem que tem mais dinheiro entrando que saindo. O que de fato ocorre mas é uma forma equivocada de dizer que não há problema.

    Ao invés de mudá-lo para o Sistema de Acumulação Solidária, a classe dominante está tentando achar novas formas de arrecadação. E enganosas.

    A Desoneração da Folha é um truque para no fundo criar uma outra base de recolhimento, que será o Faturamento das Empresas, algo em torno de 2,5% do faturamento.

    Como o faturamento das empresas aumenta com produtividade e não salário, é uma forma esperta de aumentar ainda mais as contribuições.

    Mas mais esperto ainda, a classe dominante conseguirá ocultar, do jovem brasileiro, que é ele no fundo que está sendo taxado.

    Vai parecer que são os gananciosos empresários e seus abomináveis administradores, que estão sendo taxados, merecidamente.

    Jovens de esquerda, a maioria, irão aplaudir de pé porque assim reduz-se a taxação de empresas Intensivas de mão de obra, e aumenta-se a taxação das empresas intensivas de Capital, o demônio de sempre.

    Empresas como siderurgia, petróleo, mineração, rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, aluguel de edifícios e galpões, que possuem muito capital e relativamente poucos funcionários, serão taxadas e muito.

    No limite, a classe dominante com esta medida estará estagnando o Brasil para sempre, os investimentos nestas áreas despencarão, e setores como artesanato explodirão.

    Seremos um Sri Lanka.

    Portanto, a Desoneração da Folha é na realidade a Oneração das Empresas Intensivas de Capital, as de alta tecnologia, as que produzem produtos para as massas, como celulares, tvs, rádios, batedeiras.

    Curiosamente são os ricos que compram preferencialmente bens intensivos em mão de obra, ternos sob medida e quadros, que ficarão mais baratos.

    Como disse, isto é temporário.

    Daqui dez anos, com o progressivo envelhecimento da população, os 20% voltarão, por porrista tiraram a Contribuição Patronal e não do Trabalhador.

    Reintroduzir a Contribuição Patronal será fácil, até aplaudida, a do Trabalhador geraria greve.

    Quando iremos criar uma sociedade justa, onde cada geração poupa para a sua própria aposentadoria e não para a aposentadoria dos outros?

    Autor: Stephen Kanitz, consultor de empresas e conferencista, Mestre em Administração de Empresas pela Harvard University, foi professor Titular da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo, é árbitro da BOVESPA na Câmara de Arbitragem do Novo Mercado.