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Exibindo somente postagens da categoria "MEI": Ver todos os registros
  • Simplificação obrigações acessórias MEI 0 comentário(s)


    Microempreendedor Individual - Obrigações Trabalhistas e Previdenciárias - Alterações introduzidas pela LC nr. 139/2011 


    Lei Complementar nº 139, de 10.11.2011, publicada no DOU de 11.11.2011, alterou dispositivos da Lei Complementar nº 123/2006, que foram objeto de orientação na Edição Extra do ITCNET Mail do dia 11.11.2011, exceto, quanto à matéria trabalhista e previdenciária.

    As alterações nas obrigações trabalhistas e previdenciárias do MEI são as que seguem:

    1) O MEI está dispensado de:

    - informar GFIP, exceto, se tiver empregado;

    - apresentar a Relação Anual de Informações Sociais - RAIS; e

    - declarar ausência de fato gerador para a Caixa Econômica Federal para emissão da Certidão de Regularidade Fiscal perante o FGTS.

    2) A inadimplência do recolhimento da contribuição previdenciária do MEI tem como conseqüência a não contagem da competência em atraso para fins de carência para obtenção dos benefícios previdenciários.

    3) O texto legal passa a dispor que quando presentes os elementos da relação de emprego, ficará a contratante dos serviços do MEI sujeita a todas as obrigações dela decorrentes, inclusive trabalhistas, tributárias e previdenciárias.

    4) Para os casos de afastamento legal do único empregado do MEI, será permitida a contratação de outro empregado (substituto), inclusive por prazo determinado, até que cessem as condições do afastamento.

    5) O CGSN poderá determinar, com relação ao MEI, a forma, a periodicidade e o prazo de entrega à RFB de uma única declaração com dados relacionados a fatos geradores, base de cálculo e valores dos tributos previstos nos arts. 18-A e 18-C, da contribuição para a Seguridade Social descontada do empregado e do FGTS, e outras informações de interesse do Ministério do Trabalho e Emprego, do INSS e do Conselho Curador do FGTS.

    A entrega da declaração única substituirá, na forma regulamentada pelo CGSN, a obrigatoriedade de entrega de todas as informações, formulários e declarações a que estão sujeitas as demais empresas ou equiparados que contratam empregados, inclusive as relativas ao recolhimento do FGTS, à RAIS e ao CAGED.

    6) Caberá ao CGSN dispor sobre a exigência da certificação digital para o cumprimento de obrigações principais e acessórias por parte da microempresa, inclusive o MEI, ou empresa de pequeno porte optante pelo Simples Nacional, inclusive para o recolhimento do FGTS.

    Estas alterações introduzidas na Lei Complementar nº 123/2006 já estão em vigor desde o dia 11.11.2011, todavia, os itens 5 e 6 acima estão pendentes de regulamentação pelo Conselho Gestor do Simples Nacional.

    Fonte: Editorial ITC.

  • Sebrae disponibiliza dados, estatísticas e estudos sobre pequenos negócios 0 comentário(s)

    As informações são acessadas no MPE Data, site da instituição que já está acessível ao público

    Dilma Tavares

    Brasília - Já está disponível na internet o MPE Data, site do Sebrae que reúne dados, estatísticas e estudos oficiais sobre o mundo dos micro e pequenos negócios. Ele pode ser acessado pelo endereço www.mpedata.com.br.

    A ferramenta facilita a própria atuação do Sistema Sebrae e consolida a instituição como referência no que diz respeito a informações sobre micro e pequenas empresas. O MPE Data reúne informações que abrangem desde a quantidade de micro e pequenos negócios até a localização, o grau de informalidade e o número de trabalhadores com os respectivos perfis.

    O site utiliza base de dados do próprio Sebrae, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE), do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), da Receita Federal do Brasil e dos ministérios do Trabalho e Emprego, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e do Planejamento, Orçamento e Gestão.  "As informações do MPE Data são atualizadas a cada duas semanas", informa o gerente de Gestão Estratégica do Sebrae, Francisco Cesarino.

    Serviço:
    Agência Sebrae de Notícias - (61) 3243-7851, 3243-7852, 8118-9821 ou 9977-9529
    Central de Relacionamento Sebrae - 0800 570 0800

    www.agenciasebrae.com.br

  • MicroEmpreendedores-MEI devem apresentar Declaração 0 comentário(s)

    A partir da próxima segunda-feira (3), os empreendedores individuais já podem apresentar a declaração anual de rendimentos de 2010. Segundo o Sebrae- SP, o prazo final é 31 de janeiro. Contudo o programa ainda não foi liberado no site da Receita.

    A entidade explica que, para realizar a declaração, é necessário estar em dia com todas as parcelas estabelecidas pelo programa.

    Caso o empreendedor esteja em atraso, ele deve acessar o Portal do Empreendedor na internet e gerar uma nova guia (a DAS), com os valores devidos, somados à multa e aos juros, para normalizar a situação.

    Dúvida

    Em caso de dúvida ou orientação, as unidades do Sebrae estão à disposição do empreendedor, por meio do telefone 0800 570 0800. Além disso, no Portal do Empreendedor, existe uma lista de escritórios de contabilidade por todo o País que prestam serviços gratuitos.

    Sobre o programa

    O objetivo do Empreendedor Individual é formalizar empreendedores com faturamento anual de até R$ 36 mil, sem sócios e com apenas um funcionário. A grande vantagem da adesão é o custo-benefício: pagando pequenos valores fixos mensais, o empresário terá acesso à Previdência Social, que garante alguns benefícios como a licença-maternidade, o seguro contra acidentes de trabalho, pensão por morte e o auxílio-reclusão.

    Ao completar um ano de contribuição, os empreendedores individuais poderão ainda obter auxílio-doença e aposentadoria por invalidez. Após 180 meses contribuindo, tornam-se elegíveis até para a aposentadoria por idade. Já as mulheres, após dez meses de contribuição, ganharão direito à licença-maternidade.

    Taxas

    O Empreendedor Individual paga uma taxa fixa mensal de 11% sobre o valor do salário mínimo, para o INSS (Instituto Nacional de Seguro Social), mais R$ 1 de ICMS (Imposto de Circulação de Mercadoria e Serviços), se for do setor da indústria ou do comércio, ou R$ 5 de ISS (Imposto sobre Serviços), se for do setor de serviços. Com o reajuste do salário mínimo para R$ 510, a taxa é de R$ 57,10, para comércio e indústria, e de R$ 61,10, para serviços.

    Fonte: Portal Contábil SC


  • Contabilistas mobilizam-se para atender os Empreendedores Individuais 0 comentário(s)

    Mesmo profissionais que não têm a obrigatoriedade de atender esse público se envolvem pessoalmente no trabalho de formalização dos informais

    Dilma Tavares

    Davi Zocoli/ASN

    Davi Zocoli/ASN

    Contadora Rosângela Bastos pode ver, diariamente, o lavador de carro, o vendedor de água de coco e o pipoqueiro
     

    Brasília - Da janela do seu escritório na Asa Norte de Brasília, próximo ao centro da capital, a contadora Rosângela Bastos pode ver, diariamente, o lavador de carro, o vendedor de água de coco e, no final da tarde, o pipoqueiro voltando da escola onde vende suas pipocas. A cena é corriqueira, mas, nos últimos tempos, vem chamando a atenção especial da contadora. Isso porque essas pessoas são exemplos típicos de empreendedores informais que podem ser formalizados como Empreendedor Individual.

    Criado pela Lei complementar 128/08, o Empreendedor Individual é uma figura jurídica que começa a vigorar nesta quarta-feira (1º), facilitando a formalização de pessoas que exercem atividades econômicas como os exemplos acima e muitos outros, envolvendo desde manicures e costureiras até vendedores porta a porta (como os de cosméticos), açougueiros, barbeiros, artesãos e churrasqueiros ambulantes. Para isso, vão pagar uma taxa fixa mensal de até R$ 57,15 e garantirão benefícios como aposentadoria e licença-maternidade.

    O que Rosângela tem com isso? Ela é um dos milhares de profissionais de contabilidade Brasil afora encarregados de ajudar essas pessoas a fazer a sua inscrição como Empreendedor Individual. A obrigação foi estabelecida pela própria lei que criou o mecanismo. Ela permitiu a inclusão desses contabilistas numa tabela menos onerosa do Simples Nacional – o sistema de arrecadação de tributos das micro e pequenas empresas.

    Em contrapartida, eles terão que fazer a primeira inscrição e a primeira declaração anual dos empreendedores individuais. Conforme a Confederação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Fenacon), a medida abrange mais de 18 mil profissionais já relacionados no site da instituição: www.fenacon.org.br.

    Rosângela garante que a obrigatoriedade não é problema para ela e até já andou introduzindo o assunto com empreendedores com esse perfil como alguns dos que avista da janela do seu escritório e de outros locais onde passa. “Há os que se animam e outros que ficam desconfiados, mas precisamos aprender a quebrar os medos”, diz a contadora. Ela diz encarar a obrigação como uma oportunidade. Primeiro por contribuir para a inclusão social e econômica de pessoas simples que, muitas vezes, têm dificuldade de compreensão de determinados temas.

    A avaliação dela é que orientar e fazer a inscrição dessas pessoas como Empreendedor Individual contribui para o crescimento das atividades econômicas que desenvolvem, melhorando suas vidas e de seus familiares, além de contribuir com o aumento da formalidade que, entende, tem reflexos positivos na economia na sociedade como um todo. Rosângela também acredita que formalizados e crescendo, esses empreendedores podem se tornar clientes dos profissionais de contabilidade que os atenderam. “É preciso enxergar a oportunidade por trás da obrigação”, ensina. Mas alerta: para que tudo dê certo, é preciso que os empreendedores sejam bem informados sobre direitos e deveres.

    No Amapá, a presidente do sindicato ligado à Fenacon, Vilma Servati, tenta informar a categoria por meio de palestras e diz que há um computador no sindicato à disposição dos profissionais para atender a esse público. Ela também está na lista dos encarregados de fazer a inscrição do Empreendedor Individual, mas encara a obrigação como maneira de realização profissional e, principalmente, pessoal. “Se Deus me abençoou para que eu possa ser uma empresária, tenho que retribuir ajudando quem precisa”, diz explicando que esse é o entendimento que vem repassando aos profissionais do Estado.

    Integrante da Pastoral da Saúde, da Igreja católica, Vilma conta que também está passando as informações sobre o Empreendedor Individual para lideranças de comunidades atendidas pela Igreja e conta que algumas já estão até organizando listas com nomes de quem quer aderir. Em uma delas, diz, já há 27 interessados entre pipoqueiros, cabeleireiros, costureiras, artesãos e quitandeiros. Para ela, cada um deve fazer a sua parte levando a informação a qualquer empreendedor com esse perfil com quem tenha contato. “Também já conversei sobre o assunto com minha costureira”, exemplifica.

    Presidente do sindicato ligado à Fenacon em São Paulo, José Maria Chapina garante que, por meio de convênio com o Governo do Estado e a Prefeitura da capital paulista, além do Sebrae, a entidade fará o atendimento direto desses empreendedores. Segundo ele, além de mobilizações da categoria, haverá estrutura na entidade à disposição dos contabilistas que quiserem utilizá-la para atender a esse público. E diz que, mesmo não integrando o Simples Nacional, ele próprio atenderá o interessado em se formalizar como Empreendedor Individual. Em São Paulo, explicou, há 3,2 milhões de informais e a meta é, em um ano, formalizar 30% desse público.

    Na avaliação de Chapina, o trabalho também tem cunho social, de solidariedade, mas os profissionais do setor contábil também ganham visibilidade para a profissão e o investimento num futuro cliente. “Fique atento, não despreze esses empreendedores, porque quem atender e acreditar, amanhã poderá tê-los em sua carteira de clientes, pois toda grande empresa de hoje já foi pequena”, alerta.

    “Temos buscado informar à categoria que se trata de uma realidade, é preciso fazer esse atendimento”, diz o presidente do sindicato no Rio Grande do Sul, Luiz Carlos Bohn. Ele ressalta que não tem encontrado resistências de contabilistas na sua região, principalmente quando eles entendem que não terão que atender o Empreendedor Individual mensalmente, mas apenas fazer a 1ª inscrição e da declaração anual deles. Mas por via das dúvidas, também lembra a oportunidade que esse trabalho representa para a “fidelização de futuros clientes”.

    Em Sergipe, a diretora de eventos do sindicato filiado à Fenacon no Estado, a técnica em contabilidade Ana Lúcia Sales, também garante: mesmo não integrando o Simples Nacional, portanto não tendo a obrigação de atender ao público do Empreendedor Individual, fará questão de atendê-lo. Além de procurar divulgar o mecanismo por meio da entidade, ela revela que por conta própria já mandou confeccionar panfletos com informações básicas sobre a nova figura jurídica e com endereço e telefone do seu escritório. O panfleto será distribuído nas áreas de concentração de empreendedores informais. “É preciso levar a informação até eles”, diz.

    Ana Lúcia também acredita que o Empreendedor Individual traz benefícios para os dois lados. Para o informal, pela oportunidade de crescer, “pois sem organização não se cresce”, e para os contabilistas, “porque é um novo nicho de mercado”. Também para ela, mesmo não tendo a obrigatoriedade de atendimento, os profissionais de contabilidade não podem desprezar esse público e precisam se envolver no atendimento gratuito. “Primeiro porque ele vai sempre procurar quem não vai cobrar. E mesmo que se registre com quem cobre, vendo depois que outro colega fez de graça, fica ruim para a imagem de quem cobrou”, avalia.

    Com o apoio do Sebrae, a Fenacon está distribuindo cartazes para serem afixados na porta dos escritórios de contabilidade que atenderão o Empreendedor Individual e produziu guias com orientações para a categoria. Um deles já está no seu da Fenacon e será impresso para distribuição à categoria. A entidade também prevê para esta semana a publicação, no site, de um guia em formato de perguntas e respostas.

    O presidente da Fenacon, Valdir Pietrobon, acredita que não haverá dificuldades na mobilização dos contabilistas, até porque os profissionais da área estão acostumados aos processos de abertura de empresas. “Abrir empresa é o nosso forte, faz parte do nosso dia a dia”.

    Serviço:
    Agência Sebrae de Notícias - 3348-7138 e 2107-9362
    www.agenciasebrae.com
    Assessoria de Imprensa
    Alessandro Soares - (61) 9977-9529
    Beatriz Borges - (61) 8144-6200
  • SEBRAE - Informações sobre o Empreendedor Individual - MEI 0 comentário(s)